HANS CHRISTIAN ANDERSEN COM MÃOS Á OBRA OU AS SEMENTES E A XANTORREIA
ERA UMA VEZ
* O amador na sua primeira missão. Com-pletamente dedicado e alheio a que é uma ONG. De 0 a 1 equivale desde a não-membro até a participação. "Ir a frente" asenta nas pernas e de ombro a ombro como linguagem corpo-ral total. Persistência e duração como luzes visionárias de nãodesintegração. As raízes de todas as ervas acompanha a paixão e a capacidade de germinação. Você pode cortar pela raiz, que uma nova erva cresce. Você lavra, mas ela desenvolve-se por baixo.
* O amador na sua segunda missão. Infor-mado, iluminado, mas não se reconhecendo ainda como uma ONG. De 1 a 2 representa uma participação dupla. Evidentemente. Duplicação mostra o caminho para obter os resultados a ter se em conta.
* O amador na sua acção número quatro. A causa como integração própria. De 2 a 4 representa novamente uma participação dupla. Contar 1-2-3-4 - contando muitos. Anos passam, e as acções realizam-se. A inu-merabilidade consiste em muitos números cada vez maiores. Os resultados só podem ser contados com calculadora. As sementes germinam e originam uma pe-quena Xantorreia.
A XANTORREIA E A SUA MULTIPLICAÇÃO
* O amador continua a sua actuação. Um actuante confiante a par com a sua causa. A combater repetidamente as ervas daninhas do mal. Centrado na causa, as raizes da Xan-torreia espalham Xantorreia sobre Xantor-reia. Super sementes fortalezem-se e multi-plicamse. A paixão engrena os iguais.
A MULTIPLICAÇÃO DE XANTOR-REIAS CRIA A NECESSIDADE DE UMA FLORESTA
O amador joga roleta australiana e batese a si próprio mais vezes do que outras. Vê as pequenas árvores a acumularemse para fazer crescer a causa. Quando interrogado, nega ser capaz de perceber uma floresta. O que é correcto. Não existe floresta para ver, pois a floresta ainda não foi formada. Com a sua mente intranquila o amador suspeita "que há rato". Ele alcança muitos feitos e acções, mas necessita de mais conse-lhos. Mais árvores não fazem uma floresta.
A causa é como customavam ser, os esforços são como customavam ser, e o amador é como era. Os mesmos amigos, os mesmos locais, as mesmas repetições. Tradição e harmonia prevalecem. Mas os topos das árvores encontram-se em cima, e em baixo o solo humedece e as áreas remotas tornam-se verdes com o musgo.
A APRESENTAR O BULLDOZER QUE CRIA ILUMINAÇÃO DEBAIXO DAS ÁRVORES, CONSTRÓI ESTRADAS PARA O SONHADOR E MARCA OS CANTOS DA FLORESTA. DEIXANDO-OS TODOS ENTRAR PA-RA CELEBRAREM A FLORA DA FLORESTA E, ACIMA DE TUDO, AQUE-LAS BONITAS E DIVINAS XAN-TORREIAS, COM AS SUAS SILHUETAS EM MOVIMENTO. CONVIDANDO TODOS A SAUDAR A FAUNA NO SEU AMBIENTE REFRESCANTE. CONVIDANDO TODOS A APRECIAR AS CLAREIRAS PARA OS HOMENS DESCANSAREM - E OS VIVEIROS DO FUTURO DA HUMANA PEOPLE TO PEOPLE.
Vendo que floresta após floresta deve ser bulldorizada para que mais árvores tenham espaço para crescer. Vendo que clareiras devem ser abertos para os homens. Vendo que um sem-número de árvores só podem existir se a humildade tiver ouvidos sensitivos e se escutar atentamente. Vendo que o excedente pode ser utilizado de uma forma ordenada e que a multiplica-ção deve ser sistematizada, o amador deve
ou dizer auf Wiedersehen (adeus) às suas pe-quenas árvores ou captar a mensagem que vem da floresta
Lidando com o touro e trabalhando com o jardineiro. Estes são os tempos dos profissionais apaixo-nados. Estes são os tempos de florestantes, a era de jardinagem. Nos tempos dos amadores, as árvores germi-nam das sementes. Nos tempos dos profissionais, as árvores ger-minam das sementes daquelas árvores, que se desenvolveram das ervas. Amadores do ano passado imprimiram na Carta da causa com sangue vermelho de tra-balho árduo nas folhas verdes de tempos de primavera. |
O próximo ano, e nos anos que vêem, nos tempos dos profissionais, o lazer da paixão irá gravar as lengendas e visões da causa em pedras de granito, erguidas em cruzamentos nas florestas, e em balas de vidro colorido, montadas em torres visíveis de longe. O amador criou a fundação para fábulas. O profissional faz com que todos possam ver com os seus olhos e adicionar visão para a causa.
A ORGANIZAÇÃO QUE SUBIU PARA CIMA SEM UMA QUEDA
Uma associação não profissional como uma associação de não profissionais abraçando todos os corações expondo a sua própria al-ma. Nunca jamais posta em exercício pelo seu eterno secretário geral, mas empurrado para a frente e para cima pelo constante e consequente e imenso esforço de muitos ac-tivistas, conformando-se às melodias das fronteiras da ajuda de desenvolvimento via departamentos estatais nas capitais para as primeiras páginas da imprensa internacio-nal, a associação produziu um rebento. Out-ra associação! E mais uma.
Números aumentando, eventos aumentan-do, países aumentando em números e tudo isto em conjunto, corresponde a uma mon-tanha onde o ar se torna cada vez mais leve, mais freqentemente que não, este ou aquele amador perde a sua respiração e sente que está a perder o contacto com este globo, acer-ca do qual se diz, que não existe fim para a continuação do começo. Para a frente é igual como para cima. O próximo passo testemunha as associações produzindo um novo tipo de rebento. Desta vez uma organização, consistindo de um grupo de associações. Tomando profundos passos um de cada vez, caiu para cima sem cair para baixo, protegida desde o momento do seu nascimento pelos profissionais duros e experientes da causa com pinturas total de guerra.
"Vencer" é o slogan do dia. Se não agora, apenas um pouco mais tarde. De qualquer forma. "Vencer" é o slogan, "qualquer dia" o dia. A associação caiu para cima, multiplicou- -se sem queda para baixo, e nunca tantos não-profissionais realizaram tantos feitos amadores, com tantos resultados para contar sem uma queda para baixo. A imensa e contínua queda em frente, a pro-fundidade vista das alturas e o amador esti-cado tão fino como se extrai um fio de vidro derretido.
AS QUANTIDADES DOS MAIS FINOS - ESTICADOS NÃO-PROFISSIONAIS QUE CAÍRAM PARA CIMA SEM UMA QUEDA PARA BAIXO ORGANIZAM AS ASSOCIAÇÕES NA FEDERAÇÃO HUMANA PEOPLE TO PEOPLE, CO-MO PROFISSIONAIS BEM AJUSTA-DOS A MUDANÇAS E AO SERVIÇO DE UMA BOA CAUSA PARA ESPREITAR, ANDAR, CORRER, TROPEÇAR, VO-AR PARA A FRENTE E PARA CIMA, SEM RECUAR
Deixem pois HUMANA PEOPLE TO PEOPLE começar. Tem que ter um sonho. Tem que ter certas visões. Tem que ter as suas próprias ideias, as suas estratégias e as suas muitas tácticas. Tem que ter uma ordem sólida e um sistema funcional. Demos-lhe então o seu nome. Demos-lhe então a sua carta. Demos-lhe então a sua casa. Deixe os seus profissionais carregar os seus fardos. Deixe a sua energia correr das suas massas apaixonadas, deixe os seus movimentos serem guiados cientificamente pela apaixo-nada devoção. Tem que ter uma estrutura que permita com que as acções sigam as palavras. Tem que buscar a influência geral, juntando os efeitos das suas acções e resultados, reflec-tindo as suas visões. Tem que ser capaz de sonhar o seu caminho em direcção a corajosas visões, criar estraté-gias de raízes colectivas e establecer-se neste imenso e necessitado globo, com activida-des, projecto por projecto, pago por um arcoíris de moedas - não apenas dinheiro - pro-venientes de muitas fontes. Cada um dos projectos delineados do perfil da sua própria agenda, que se fortaleze embebidos na seiva vital das suas próprias dificuldades, no ca-minho para a sua pequena ou substancial contribuição para a realização das visões co-mo o reconhecido resultado de qualquer um dos seus projectos. Demos-lhe o seu conselho de directores. Deixe que pague o seu tributo às associações fundadoras e deixe que elas vivam dos pro-jectos e deixe que vivam à altura dos projec-tos, essas espinhas dorsais do movimento, essas colónias de formigas das associações, essas queridas do conselho de directores. Deixe que tenha directores dirigindo, asso-ciações reunindo os projectos à sua volta e actividades na forma de projectos possuam ideias fortemente formuladas e uma prática que ilumina com os suas faíscas e rugidos os campos, com o seu trovão emite fogo de palavras e melodias e espíritos espiralmente infundidos num ambiente aural para o nas-cimento desta. |