Portuguese Part 1

PRIMEIRA PARTE

É ONDE O INFORMAMOS ACERCA DA INFLUÊNCIA GERAL QUE A HUMANA PEOPLE TO PEOPLE PRETENDE COM AS SUAS ACÇÕES.

NÓS, que não nos sentamos em cadeiras confortáveis enquanto observamos o mundo a tornar-se numa bola de fogo, unimo-nos com os corações, palavras e feitos com toda a humanidade.

NÓS, que saudamos o hoje e o amanhã com o apelo de um corajoso eco do trompete dou-rado do futuro, levantamos mais alta a nossa bandeira.

NÓS, que onde quer que estejamos, onde quer que eles estejam, enviamos a todos com honra do dia os laços felizes da nossa unida-de. Laços que articulam em palavras os nos-sos próprios pensamentos e os nossos feitos para despertar em todos a saudade da sua própria felicidade duradoura e a sua saudade de felicidade para todos.

NÓS, unidos neste apelo para todos vós, esperamos unir mais do que muitos.

Quando a destituição é dono
Quando a doença se espalha
Quando o sofrimento passeia pelos campos, nu, livremente
Quando a opressão tortura as almas
Quando a exploração é uma fúria de dor para os corpos
Quando o homem prova a se próprio ser inimigo do homem
Quando os homens provam a se próprios a serem inimigos dos homens
Quando a exclusão se torna o destino do vizinho
Quando a prisão só acontece como castigo arbitrário
Quando os esquadrões da morte estrangu-lam o destino
Quando o exílio se torna a única solução
Quando a perseguição permanece sob ordens de governos
Quando a coragem dos mais audazes ilumina os barrancos à noite
Quando a exterminação encontra novos métodos e novas raças para matar
Quando a água morre da bactéria ardente
Quando a fome actua como companheira fiel da criança que morre
Quando as epidemias passam para o sangue
Quando as massas se transfornam em exérci-tos contra exércitos
Quando se deixa andar as coisas significa deixar morrer
Quando as ruas se deixam para os atiradores
Quando as montanhas se tornam casas para bandidos
Quando o único som da manhã vem do san-gue das ruas
Quando o ar fica demasiado poluído para respirar
Quando ameaças são feitas
Quando o lixo polui, se amontoa e se despeja à toa
Quando o búfalo não pode mais olhar para outro búfalo
Quando as notícias nos forçam a tapar os ouvidos
Quando ser criança significa nunca ser adulto
Quando ser adulto significa não envelhecer
Quando ser velho significa a espera solitária para a morte
Quando a vida não pode ser vivida, o até sobrevivida

HUMANA PEOPLE TO PEOPLE

O ser humano desumanizado, a sociedade desumanizada vai encontrar o Humanismo Solidário. O homem está ombro a ombro com toda a humanidade.

HUMANA PEOPLE TO PEOPLE

Então trazemos comida, roupa e emprego para atacar a pobreza.
Então hospitalizamos e cuidamos para trazer o alívio, confortamos, amparamos e cura-mos.
Então seguimo-lo, e deliberadamente unimos- nos e eliminamo-lo
Então apoiamos a libertação. Identificamo-nos com a luta. Suportamos a dor até à vitó-ria.
Então apoiamos a libertação. Criamos novas áreas com novos empregos sob novas condi-ções.
Então fazemos a nossa parte para nos livrar--mos dos tiranos. E assim sucessivamente.
Então nós furiosos damos abrigo. Explicamos. Gesticulamos. Prevenimos a repe-tição.
Então abrimos, deixamo-los entrar. Mostra-mos-lhe o quarto. Unimos as mãos com ele.
Então apelamos. Aos tribunais maiores. Daí continuamos em frente.
Então abrimos uma escola. Aonde a juventu-de pode aprender. Assim a morte à noite deve morrer.
Então nós também nos tornamos refugiados. Depois preparamos o caminho de volta do exílio e unimo-nos
Quando é chegada a altura certa.
Então a nossa coragem e feitos ilumina as nossas forças contra a corrente.
Então abrimos uma escola para formação de professores.
Então mantemo-nos nos nossos postos.
Então chamamo-nos pelos nomes das novas raças.
Então escavamos mais fundo, limpamos melhor, e organizamos grupos de saúde.
Então choramos. Dos rios de lágrimas rega-mos o arroz novo. Nós construimos lugares para crianças.
Então preparamos o terreno para a clínica ser construída. Então cuidamos e investiga-mos.
Então mantemos as escolas abertas para a aprendizagem e ensino contínuo. Depois va-mos para exílio com os refugiados.
Então algumas vezes também morremos de-vido a isso.
Então mantemo-nos durante muito tempo nos nossos postos, não permitindo as coisas entrem em colapso enquanto nos dirigimos para casa.
Então unimo-nos com as forças de libertação dos povos.
Então organizamos as condições correctas para cultivarmos proveitosamente.
Então em conjunto com as crianças nas esco-las, naquelas instituições de cultura, rimo--nos com um riso de uma nova era.
Então mesmo assim respiramos, mostramos o caminho ao explorar novas forças na-turais do vento e do sol para produzir electri-cidade.
Então consideramos as nossas respostas. Tal-vez não respondemos nada. Mas escutamos.
Então tornamo-nos índios nos nossos cora-ções e ecologistas na nossa práctica.
Então estabelecemos uma empresa para lim-par até mesmo a metrópole despedaçada.
Então recolhemos mais roupa. E fazemos a colecta de outros fundos. Assim aumenta-mos o efeito.
Então paramos as fontes de disenteria. E depois mantemo-nos junto às sepulturas. E morremos um pouco.
Então tornamo-nos parte da luta contra as pestes e a guerra. Criamos empregos. Realizamos acções.
Então organizamos as famílias. Tornamos activas as crianças e os jovens em redor dos mais velhos.
Então colocamo-nos na linha de fogo. Com os nossos pensamentos, as nossas palavras, os nossos feitos.

HUMANA PEOPLE TO PEOPLE

Na plataforma do Humanismo Solidário e na linha de fogo. Do homem para a humanidade.

Quando a destituição é dono, nos trazemos comida, roupa e emprego para atacar a pobreza.
Quando a doença se espalha, nós hospitalizamos e cuidamos para trazer o alívio, confortamos e amparamos e cura-mos.
Quando o sofrimento passeia pelos campos, nu, livremente, nós seguimo-lo e deliberadamente, unimo--nos eliminando-o.
Quando a opressão tortura as almas, nós apoiamos a libertação. Identificamonos com a luta e supportamos a dor até a vitória.
Quando a exploração é uma fúria de dor para os corpos, nós apoiamos a libertação. Criamos novas áreas com novos empregos sob novas condi-ções.
Quando o homem prova a se próprio ser inimigo do homem, nós fazemos a nossa parte para nos livrarmos do tirano. E assim sucessivamente.
Quando os homens provam a se próprios serem inimigos do homem, nós furiosos damos abrigo. Explicamos. Ge-sticulamos. Prevenimos a repetição.
Quando a exclusão se torna o destino do nosso vizinho, nós abrimos, deixamo-lo entrar. Mostramos--lhe o quarto. Unimos as mãos com ele.
Quando a prisão só acontece como castigo arbitrário, nós apelamos. Aos tribunais maiores. Daí continuamos em frente.
Quando os esquadrões da morte estrangu-lam o destino, nós abrimos uma escola. Assim a juventude pode aprender. Assim a morte à noite deve morrer.
Quando o exílio se torna a única solução, nós também nos tornamos refugiados. De-pois preparamos o caminho de volta do exí-lio e unimo-nos quando a chegada a altura certa.
Quando a coragem dos mais audazes ilumina os barrancos à noite, a nossa coragem e feitos iluminam as nossas forças contra a corrente.
Quando a perseguição permanece sob ordens de governos, nós abrimos uma escola de formação de pro-fessores.
Quando a exterminação encontra novos mé-todos e novas raças para matar, nós mantemo-nos nos nossos postos. Depois chamamo-nos pelos nomes de novas raças.
Quando a água morre da bactéria ardente, nós escavamos mais fundo, limpamos me-lhor e organizamos grupos de saúde.
Quando a fome actua como companheira fiel da criança que morre, nós choramos. Dos rios de lágrimas nós re-gamos o arroz novo. Nós construimos luga-res para as crianças.
Quando epidemias passam para o sangue, nós preparamos o terreno para a clínica ser construída. Depois cuidamos e investiga-mos.
Quando as massas se tornam em exércitos contra exércitos, nós mantemos as escolas abertas para a aprendizagem e ensino contínuo. Depois vamos para exílio com os refugiados. Depois algumas vezes tambem morremos devido a isso.
Quando se deixa andar significa deixar morrer, mantemo-nos durante muito tempo nos nossos postos, não permitindo as coisas entrem em colapso enquanto se dirigimos a casa.
Quando as ruas são abandonadas para os atiradores, nós unimo-nos com as forças de libertação dos povos.
Quando as montanhas se tornam casas para bandidos, nós organizamos as condições correctas para cultivarmos proveitosamente.
Quando o único som da manhã vem do san-gue das ruas, nós em conjunto com as crianças nas escolas, naquelas instituições de cultura, rimo-nos com o riso de uma nova era.
Quando o ar está demasiado poluído para respirar, nós mesmo assim respiramos e mostramos o caminho ao explorar novas forças naturais do vento e do sol para produzir electricidade.
Quando as ameaças são feitas, nós consideramos as nossas respostas. Talvez não respondemos nada. Mas escutamos.
Quando o búfalo não pode olhar para outro búfalo, nós tornamo-nos índios nos nossos corações e ecologistas nas nossas prácticas.
Quando o lixo polui, se amontoa e ficá des-pejado à toa, nós estabelecemos uma empresa para limpar até mesmo a metrópole despedaçada.
Quando as notícias nos forçam a tapar os ouvidos, nós recolhemos mais roupa. E fazemos a co-lecta de outros fundos. Assim aumentamos o efeito.
Quando ser criança significa nunca ser adul-to, nós paramos as fontes de disenteria. E man-temo-nos junto às sepulturas. E morremos um pouco.
Quando ser adulto significa não envelhecer, nós tornamo-nos parte da luta contra as pestes e a guerra. Nós criamos emprego. Nós realizamos acções.
Quando ser velho significa a espera solitária para a morte, nós organizamos as famílias. Tornamos acti-vas as crianças e os jovens em redor dos mais velhos.
Quando a vida não pode ser vivida, ou até sobrevivida, nós colocamo-nos na linha de fogo. Com os nossos pensamentos, as nossas palavras, os nossos feitos.

HUMANA PEOPLE TO PEOPLE

Desde o ter ao não ter. Desde o saudável até ao doente. Do homem da loja aos estômagos vazios. Dos libertados aos acorrentados.

De você para todos eles.

Com esta Carta nós anunciamos a união.

As coisas agora já não são tão simples. Nos tempos das atrocidades do Apartheid, nos tempos da Guerra Fria, nos tempos de ideologias hostis, as imagens prevalecentes eram a preto e branco.

Era assim tão simples. Para ou contra. Ou para mim ou para o meu inimigo. A crise do humanismo estava na sua tendência de retratar deliberações que eram tão narcis-sistas, que até mesmo o bater das asas mais poderosas da história proporcionaram as ocasiões. As lutas de libertação do colonialismo. As ditaduras no ocidente e no este desinte-graram-se.

A batalha ideológica entre fascismo, capitalismo e comunismo lutaram finalmente para um fim decisivo, com uma múltiplicação de versões democráticas parlamen-tares, ligadas a um mercado livre assim como a um entendimento comum de todas as nações relativamente à sua economia.

Os humanistas deliberaram enquanto isto acontecia. Agora aconteceu. O mundo irá durante muito tempo desenvolver- se sob a doutrina da democracia parlamentar com um mercado livre. A Carta abrir-se-á desta forma a estas con-dições e a esta doutrina com as actividades da HUMANA PEOPLE TO PEOPLE.

É claro, que as calamidades fundamentais estão ainda connosco. A distribuição desigual de bens tais como terra, dinheiro, comida e todas as outras ne-cessidades é cada vez maior apesar do facto do montante total de riqueza aumentar de ano para ano.

O crescimento rápido da população mundial preocupa políticos e economistas. Os últimos 25 anos produziram uma população com mais pessoas ricas, mais pessoas de classe média e certamente com mais pessoas muito pobres. Mais de todos.

Desta forma, a política de distribuição equi-tativa é ainda um dever para com o humanis-ta leal aos seus deveres. Fome, milhões de pessoas deslocadas e guerras regionais, têem as suas princípais bases em conflitos étnicos e são o dia a dia em muitos países. Tornou-se claro como a água, que uma série de actividades inter-ligadas sob o nome co-lectivo de DESENVOLVIMENTO são es-senciais para o alívio da humanidade. DESENVOLVIMENTO como palavra irá durante muitos anos constituir o centro de cada debate sobre "les conditions humaines".

Assim como nesta Carta. É no âmbito deste desenvolvimento que a HUMANA PEO-PLE TO PEOPLE irá usar as suas forças de Humanismo Solidário. Desenvolvimento

* É o crescimento de novas gerações com corações, mentes e mãos de ouro, com educa-ção e com uma ética pessoal de tal proporção que as relações humanizadas de todo o tipo possam servir como substitutos de todos os tipos de fenómenos desumanizados.
* É sobre a melhoria das democracias, das produções avançadas, criando relações co-merciais, da geração de serviços e sobre a utilização de todos os cérebros para criar novas formas de saber-fazer.
* É saber concentrar-se na tarefa importante de transferir os resultados dos esforços de locais onde o desenvolvimento está avançado para locais onde este está em falta ou até mesmo inexistente.
* É sobre o estabelecimento de instituições capazes de fornecer educação e saúde.
* É sobre a melhoria das relações humanas numa base contemporânea e com níveis mo-dernos. É acerca da emancipação de cada ser humano para atingir o seu nível de felicidade pessoal e, ao mesmo tempo, tornar cada ser humano responsável pela felicidade dos seus vizinhos através de métodos práticos.

Como sempre a questão do desenvolvimento é sobre a promoção e a prevenção. Prevenir a desumanização da sociedade, de institui-ções assim como de você e de me. Promover a humanização da humanidade em geral é a única forma de arte capaz de semear as flores da felicidade para todos. De pretobranco para todos os cores do arcoiris. Da luta pela libertação para a luta pelo desenvolvimento.

A HUMANA PEOPLE TO PEOPLE deseja vivamente uma influência humanizante para este desenvolvimento. A influência do Humanismo Solidário